Papa destitui bispo que puniu vítima de estupro

2 07 2009

Hoje, no Paraná Online

A igreja aproveitou o pedido de renúncia do José e colocou-o para viver o resto de sua vida no ostracismo. Não comentou a atitude desumana nem tratou de retirar a excomunhão. Esta reportagem diz que a CNBB distanciou-se da decisão do José, mas na verdade eles a apoiaram na medida em que na nota publicada como título “Nota em defesa da vida” comentam:

Portanto, diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com serenidade, tranquilildade e o tempo necessários que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos. Cabe a nós externar publicamente as nossas convicções em defesa da vida que é sempre um dom de Deus.

Para ficar claro que a CNBB apóia a decisão, inconcebível para a compreensão deste pai.

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O papa Bento XVI aceitou, um ano depois de apresentada, a renúncia do arcebispo brasileiro que, em março, protagonizou um escândalo internacional ao excomungar uma menina de nove anos que passou por um aborto depois de ter sido violentada sexualmente pelo padrasto. Hoje, o Vaticano anunciou que o monsenhor José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, teve a renúncia aceita, mas não fez alusão ao escândalo. Para o lugar de Cardoso Sobrinho, Bento XVI nomeou o monsenhor Antonio Fernando Saburido, informou a Secretaria de Imprensa da Santa Sé.

A renúncia do arcebispo foi apresentada há um ano, meses antes do incidente, porque o prelado atingira o limite de idade estipulado pela lei canônica para o exercício da função. O arcebispo de Olinda e Recife se envolveu em um escândalo internacional no dia 5 de março, quando anunciou publicamente que o médico que realizou o aborto, a mãe que o autorizou e a menina vítima de estupro estavam sumariamente excomungados.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o L’Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, e o presidente de La Pontifícia Academia da Vida, monsenhor Rino Fisichella, distanciaram-se da decisão do arcebispo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva censurou o prelado pela medida. No entanto, o arcebispo rechaçou as críticas e alegou ter aplicado a lei e a verdade da Igreja Católica.





A estranha beleza da língua portuguesa

29 06 2009

Recebi por e-mail, autor desconhecido, pelo menos para mim. Se souber quem é o autor, farei a atualização a quem de direito. Por isso sempre digo que inglês é mais fácil.

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Este texto é dos melhores registros de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima ‘língua de Camões’, a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.

Um político (sociólogo) que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante  ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Governador desse estado.
De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e ‘atira’:

- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me  encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic).
E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana  da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!





Uriah Heep – Lady in Black

26 06 2009




Pagar por sexo com criança não é crime

23 06 2009

No Brasil encontra-se muita coisa de assustar até atiradores de elite da Tigre. Agora também tem coisas para o deleite de pedófilos e tudo com o apoio do STJ!

Por com uma decisão inqualificável (veja abaixo), agora existem precedentes para publicar fotos de crianças, desde que as mesmas já “estejam engajadas na prostituição”, é claro.

Mas não fica só nisso, caso o cliente, inocente por natureza, sem nenhuma intenção de causar danos à saúde física e mental da criança assim o desejar, poderá também contratar uma menor para satisfazê-lo em suas necessidades carnais – perdoem meu português desajeitado, deveria ter escrito sexuais.

Permitir que esta “coisa” siga em frente é no mínimo vergonhoso ao país e ao sistema legal que tantas vezes ouvi dizer ser um dos melhores do mundo.

Começo a entender o motivo de muitas pessoas buscarem outras cidadanias. Realmente espero que os juristas decentes deste país levantem as vozes em alto e bom tom, para que o mundo ouça que não vamos deixar barato este decisão descabida e vergonhosa.

Por outra, não consigo deixar de imaginar que uma decisão destas carrega uma boa dose de interesse. Por onde andam as mentes destes juízes?

Os destaques na reportagem são meus. Deu na Gazeta do Povo.

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Tribunal absolve “cliente ocasional” de sexo com menores de idade e choca defensores dos direitos da infância

Publicado em 23/06/2009 | Paola Carriel

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na semana passada que um “cliente ocasional” não comete um crime ao pagar para fazer sexo com crianças e adolescentes. O caso chegou ao STJ depois de o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul rejeitar a acusação contra dois homens que contrataram adolescentes para manter relações sexuais. Na ocasião, a dupla aliciou duas jovens pelo valor de R$ 80.

De acordo com os ministros do STJ, não há crime porque não foram os aliciadores que iniciaram as atividades sexuais das garotas. Especialistas e juristas da área da infância afirmam que a decisão é contrária a toda a legislação existente na área, e que, além de equivocada, é inconstitucional. Para eles, o STJ vai na contramão de tudo o que vem se discutindo sobre direitos humanos nos últimos 30 anos. E o pior: pode abrir precedentes perigosos.

Decisão não considera violações de direitos
O julgamento feito pelos juízes não leva em conta as violações de direitos humanos que as jovens exploradas sofreram antes de o caso chegar aos tribunais. Para Graça Gadelha, socióloga e uma das maiores especialistas sobre exploração sexual no Brasil, a decisão correta do STJ seria condenar o Estado brasileiro por violações de direitos humanos.
Essa é a lei

Veja algumas das leis feitas para proteger as crianças e adolescentes contra a exploração sexual:

Convenção sobre os direitos da criança

Instrumento de proteção criado pelas Nações Unidas em 1989 e ratificado por 192 países, inclusive o Brasil.
Artigo 34

Os Estados Partes comprometem-se a proteger a criança contra todas as formas de exploração e abuso sexual. Nesse sentido, os Estados Partes tomarão, em especial, todas as medidas de caráter nacional, bilateral e multilateral que sejam necessárias para impedir:

a) o incentivo ou a coação para que uma criança dedique-se a qualquer atividade sexual ilegal;

b) a exploração da criança na prostituição ou outras práticas sexuais ilegais;

c) a exploração da criança em espetáculos ou materiais pornográficos.
Constituição Federal
Artigo 227
§ 4º – A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

Estatuto da Criança e do Adolescente

Artigo 244– A

Submeter criança ou adolescente (…) à prostituição ou à exploração sexual:

Pena – reclusão de quatro a dez anos, e multa.

O juiz estadual absolveu os réus porque, de acordo com ele, “as prostitutas esperam o cliente na rua e já não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem perante a sociedade”. O magistrado afirma ainda que a “prostituição é uma profissão tão antiga que é considerada no meio social apenas um desregramento moral, mas jamais uma ilegalidade penal”. O STJ manteve este posicionamento e apenas condenou os dois jovens por portarem material pornográfico, já que além do programa, ainda tiraram fotos das meninas nuas.

Para juristas a deliberação é tão equivocada que chega a ser absurda. O artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro ao afirmar que exploração sexual infantil é crime. E não fala sobre a ilicitude do ato ser na primeira, segunda ou terceira vez. Todas são condenadas pela legislação. No artigo 227 da Constituição Federal também está esclarecido que fazer sexo com crianças ou adolescentes mediante pagamento é crime independentemente da frequência.

O procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, um dos criadores do ECA, afirma que uma modificação no Estatuto foi feita em 2000 justamente para evitar este tipo de equívoco. Na versão original do documento, de 1990, o artigo 244-A não existia. “Mesmo elas já sendo exploradas anteriormente, isto não dá um salvo-conduto para mantê-las nesta condição. A decisão é contrária à doutrina da proteção integral que rege nossa lei na área da infância”.

O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo quando os assuntos são a infãncia e a adolescência. Além do pioneiro ECA, o país também é signatário de vários outros tratados internacionais sobre o tema, como a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres.

Vergonha

Para o promotor Murillo Digiácomo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) de Infância e Juventude do Ministério Público do Paraná, o caso é uma vergonha para o Brasil no cenário internacional. “É uma situação inqualificável. Qualquer pessoa que entende minimamente de direito da criança, qualquer cidadão fica chocado. Como uma corte de Justiça pode tomar uma atitude dessa, contrária a tudo o que a lei determina? A gente fica perplexo”.

Para os juristas, ainda falta conhecimento sobre os direitos da infância e adolescência. O Código Penal passou por mudanças e excluiu de seu texto a expressão “mulher honesta”, que facilitava a vida de estupradores e criminosos ao questionar a idoneidade das vítimas. Mas as decisões dos dois tribunais deixam claro que esta prática ainda está em voga. A decisão do STJ é embasada pelo fato de as meninas serem “prostitutas reconhecidas”. O relator do STJ, ministro Arnaldo Esteves Lima, foi procurado ontem pela reportagem, mas não quis se pronunciar sobre o caso (não quis? E pode isso?). Agora o Ministério Público vai trabalhar para tentar reverter a decisão.

Para os especialistas, não punir quem explora sexualmente crianças e adolescentes é ignorar que há uma rede criminosa agindo. Sem demanda não há oferta. “Não tem nenhum elemento neste negócio do sexo criminoso que não tenha a mesma responsabilidade. Colocar o cliente como não responsável pela exploração é um pensamento que viola direitos humanos e incentiva a impunidade. É um grande retrocesso”, afirma Neide Castanha, pesquisadora e presidente do Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Para ela, não há combate sem punir os clientes.





As escolas pobres do Brasil – ainda tem muito a aprender

5 06 2009

Brazil’s poor schools – Still a lot to learn

Jun 4th 2009 | SÃO PAULO

From The Economist print edition

Brazil’s woeful schools, more than perhaps anything else, are what hold it back. They are improving—but too slowly

GOD may be Brazilian, as citizens of South America’s largest country like to say, but he surely played no part in designing its education system. Brazil has much going for it these days—stable politics, an open and fairly harmonious society, an economy that has remembered how to grow after decades of stagnation—but when it comes to the quality of schools, it falls far short even of many other developing countries despite heavy public spending on education.

In the OECD’s worldwide tests of pupils’ abilities in reading, maths and science, Brazil is near the bottom of the class (see chart). Until the 1970s South Korea was about as prosperous as Brazil but, helped by its superior school system, it has leapt ahead and now has around four times the national income per head. World domination, even the friendly and non-confrontational sort Brazil seeks, will not come to a place where 45% of the heads of poor families have less than a year’s schooling.

Moisés Zacarias, who is 14, goes to school in Diadema, a poor suburb of São Paulo that sprang up when millions of people migrated from the countryside to the country’s biggest metropolis, starting in the 1960s. Most of the houses are thrown together, clinging to steep hills and set along narrow alleys. At his school, which has 2,000 pupils, there are three separate shifts of students every day to get the most out of the buildings and teachers. Last year some pupils beat up others during a lesson and posted a video of the attack on the internet. Teachers often fail to show up for work. But Moisés’s school is better than it was five years ago.

Brazil began its education late. When the country was a Portuguese colony even the elite had little access to education at home. The first printing press did not arrive until the 19th century, hundreds of years after books were first printed in the region’s Spanish-speaking countries. Before then presses were illegal. In 1930 just one in five children went to school. When Brazil did decide to build a nationwide education system, the wants of the elite came first. As in India, Brazil still spends a lot on its universities rather than on teaching children to read and write.

President Luiz Inácio Lula da Silva came to power criticising his predecessor’s achievements and promising rapid improvements. In fact, his successes have largely come from continuing and expanding the initiatives he inherited. He renamed and enlarged Fundef, the previous government’s programme to supplement local funding for teachers’ pay and schools in poor districts. Cash transfers to poor families, conditional on their children attending school, became more generous and were rolled together with other programmes under the brand name Bolsa Família. After two bad appointments, the president picked a good education minister, Fernando Haddad, who enjoys the backing of educational reformers.

Thanks to these programmes 97% of children aged 7-14 now have access to schooling and attendance is good. Yet the federal government can do only so much in a country with around 50m in education. The task of improving schooling falls to state and municipal governments. They face many problems, but two stand out.

First, Brazil suffers from teacher truancy. Teachers enjoy a “right” to five days’ absence a year with no warning or explanation, but some take many more. In schools run by state governments, 13% of all school days were lost owing to absent teachers in 2006. On a bad day in bad schools in bad states, teachers’ absenteeism can reach 30%. There are meant to be substitutes who can fill in for missing colleagues but this means that teaching lacks continuity—and there may not be enough stand-ins to go around.

Second, too many pupils repeat whole school years over and over. And after a long time spent getting nowhere, lots of children drop out early. Just 42% complete high school. Improving the quality of schools so that more children pass would lead to a marked increase in the amount of money available for each pupil. To accomplish this Brazil needs qualified teachers, who are in short supply. Many have two or three different jobs in different schools and complain that conditions are intimidating and the pay is low.

In São Paulo, which does particularly badly for a rich state, the institutions that administer education are depressed and chaotic, says Norman Gall of the Braudel Institute of World Economics, a think-tank that runs reading circles in ten schools in poor urban districts. The São Paulo state bureaucracy tries to administer its 5,000 schools and 230,000 teachers with a thin staff on low pay. Transferring responsibility for schools to municipalities seems to help, and this has been happening across the country in recent decades.

As elsewhere, teachers’ unions present a huge obstacle to improvement. Almost anything that disturbs their peace brings on strikes. At the moment São Paulo’s teachers are striking over a proposal to make new recruits take tests before they start work to ensure they are qualified; last year they were up in arms when the state government asked them to teach from standard textbooks. They opposed a plan to pay staff bonuses depending on their schools’ performance but have gone quiet on this since 70% of the state’s teachers received a bonus a few months ago.

Doing a little better

Not everywhere is as bad as São Paulo, and even there you can see some signs of improvement. The state has cut the number of teaching days lost to supposed ill-health (the biggest cause of no-shows) by 60% in a year after changing the law. Reforms in the state could spread across the country if its governor, José Serra, becomes Brazil’s next president in the 2010 election, as opinion polls suggest.

In Brazil’s north-east, hardly associated with enlightened public policy, a network of schools called Procentro and run by professional managers rather than unsackable political hacks, is proving successful and expanding. In other places state governments have shown a willingness to work with the private sector to improve schools. Across the country, money follows pupils to schools and children are tested—two of the ingredients for a market in public education.

At Moisés’s school in Diadema a new head teacher has instilled some discipline and classes are now a bit more orderly. Jonathan Hannay, who runs Support for Children at Risk, a local charity, and has four children in public schools in the area, says things have improved in the past year, if only because teachers and pupils now work from matching sets of teaching manuals and exercise books. Such small changes can make a difference. But, if it is ever to live up to its potential, Brazil needs to keep reforming its schools, bearing down on the teaching unions and spending more on basic education.





CNBB se posiciona contra aborto praticado em menina de 9 anos

2 06 2009

Esta notícia apareceu no meu gadget to Google JC Online. Está datada de março, por isso acho que o JC precisa atualizar o Gadget, mas tudo bem, serve para eu me posicionar.

Esta declaração da CNBB dá pano para manga, a começar pela intolerância e falta de humanidade. Não avançaram muito desde a caça às bruxas. Permitir que uma criança de 9 anos geste um filho gerado por estupro de um padrasto é, no mínimo, desumano.

Definitivamente, sou contra o aborto em condições normais, mas há que se ter amor e humanidade. Qual é a necessidade de causar mais sofrimento a esta criança? Entendo o mandamento a que se refere a nota da CNBB, mas há o mandamento maior é “Amarás o Senhor acima de todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo”.

Este mandamento nos ensina que para amarmos a Deus precisamos a amar a nós mesmos, depois amar ao próximo na mesma medida e só depois é conseguiremos amar ao Senhor.

Eu não suportaria a carga de gerar um filho de um padrasto com a compreensão que tenho hoje, com 45 anos. E ainda me considero um espiritualista. Desta forma não posso desejar isto a uma menina de 9 anos.

Mas isso é só Food for thought, como dizem os ingleses. Há muito mais neste acontecimento.

Fica para outro post.

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Publicado em 06.03.2009, às 11h53

Do JC OnLine

Durante o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade, nesta sexta-feira (6), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)/Regional Nordeste 2, a Igreja Católica se posicionou contra o aborto praticado pela menina de 9 anos que foi estuprada pelo pai, em Alagoinha.

Em nota eles afirmam que repudiam o estupro e o abuso sexual sofridos pela criança, no entanto, não concordam “com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos”.  Consideram ainda que “diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com serenidade, tranquilildade e o tempo necessários que a situação exigia”.

Segue na íntegra a nota

Nota em defesa da vida

Nós, bispos da Igreja Católica, coordenadores e coordenadoras de pastoral, reunidos na sede da CNBB do Regional NE 2, na cidade do Recife, tomamos conhecimento do caso da menina de nove anos, da cidade de Alagoinha, grávida de gêmeos, resultado do estupro praticado pelo padrasto e da interrupção da gravidez. Diante do fato e da sua repercussão, sentimo-nos levados a fazer uma breve reflexão:

1- A Igreja, historicamente, sempre se colocou a favor da vida, desde a sua concepção e desenvolvimento até seu declínio natural, iluminada pela Palavra de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente”.

2 – Esse princípio norteou a prática da Igreja no Brasil, também na época do Regime Militar, instaurado em 1964, quando se colocou a favor da vida e da dignidade das pessoas, defendendo os direitos humanos dos perseguidos, torturados e refugiados políticos.

3 – A Campanha da Fraternidade que, a cada ano, promove a vida e defende a dignidade das pessoas, coloca-se contra todo tipo de violência, em qualquer circunstância, para construir uma sociedade baseada na “civilização do amor”.

4 – Hoje, cresce a consciência dos direitos humanos, que não admite nenhum tipo de violência, tanto mais, envolvendo a criança e a mulher. No caso específico, repudiamos o estupro e o abuso sexual sofridos pela criança.

5 – Vivemos em uma sociedade pluralista onde o Estado se estrutura e se rege por uma legislação, refletindo a cultura dominante, que nem sempre respeita os princípios éticos e naturais. Nem sempre se pode identificar o que está amparado por leis, com princípios éticos e valores morais. Para nós, sempre terá precedência o mandamento do Senhor: Não matarás!

Portanto, diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com serenidade, tranquilildade e o tempo necessários que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos. Cabe a nós externar publicamente as nossas convicções em defesa da vida que é sempre um dom de Deus.





BBC NEWS | Environment | Ice sheet melt threat reassessed

15 05 2009

By Mark Kinver

Science and environment reporter, BBC News

A 3.3m sea level rise will still have a devastating impact on coastal areas

The collapse of a major polar ice sheet will not raise global sea levels as much as previous projections suggest, a team of scientists has calculated.

Writing in Science, the researchers said that the demise of the West Antarctic Ice Sheet WAIS would result in a sea level rise of 3.3m 10 ft.

Previous estimates had forecast a rise in the region of five to six metres.

However, they added, the rise would still pose a serious threat to major coastal cities, such as New York.

“Sea level rise is considered to be the one of the most serious consequence of climate change,” lead author Jonathan Bamber told the Science podcast.

“A sea level rise of just 1.5m would displace 17 million people in Bangladesh alone,” he added.

“So it is of the utmost importance to understand the potential threats to coastlines and people living in coastal areas.”

Threat reassessed

Professor Bamber, from the University of Bristol’s Glaciology Centre, said that the WAIS posed “potentially one of the most serious threats”.

The world has three ice sheets, Greenland, East Antarctica and West Antarctica, but it is the latter that is considered most vulnerable to climatic shifts.

“It has been hypothesised for more than 30 years now that the WAIS is inherently unstable,” he explained.

“This instability means that the ice sheet could potentially rapidly collapse or rapidly put a lot of ice into the oceans.”

When the idea first emerged in the late 1970s, it was estimated that global sea level would rise by five metres if the WAIS collapsed.

Current projections suggest that a complete collapse of WAIS would result in an increase of up to six metres.

But Professor Bamber said that no-one had revisited the calculation, despite new data sets becoming available, and scientists developing a better understanding of the dynamics in the vast ice sheets.

The original estimates were based on “very basic ice thickness data”, he explained.

“Ice thickness data gives you information about the depth of the bedrock underneath the ice sheet.

“Over the past 30 years, we have acquired much more ice thickness data over the whole of Antarctica, particularly over West Antarctica.

“We also have much better surface topography. Those two data sets are critical in determining two things.”

The first was knowing the volume of ice that could contribute to sea level rise, and the second was a better understanding of the proportion of WAIS that was potentially susceptible to this instability.

Instead of assuming that the entire WAIS would collapse, causing sea level to rise by up to six metres, Professor Bamber and colleagues used models based on glaciological theory to simulate how the 2.2 million-cubic-km ice sheet would respond.

“Our reassessment of West Antarctica’s contribution to sea level rise if the ice sheet was to collapse is about 3.3 metres,” he said.

“That is about half of the value that has been quoted up until now.”

The team’s study also calculated what regions were likely to experience the biggest increases in sea level.

“Sea level rise is not uniform across the world’s oceans, partly as a result of disruptions to the Earth’s gravity field,” explained Professor Bamber.

“It turns out that the maximum increase in sea level rise is centred at a latitude of about 40 degrees along the Atlantic and Pacific seaboards of North America.”

This would include cities such as San Francisco and New York.

These areas could expect increases of one-and-a-quarter times the global average, the team estimated.

In other words, if the global average was one metre, then places like New York could expect to see a rise of 1.25m.

Responding to Professor Bamber’s paper in Science, British Antarctic Survey science leader Dr David Vaughan described the findings as “quite sound”.

“But for me, the most crucial question is not solely about the total amount of ice in West Antarctica, because that might take several centuries to be lost to the ocean,” he told BBC News.

“The crucial question is how much ice could be lost in 100-200 years; that’s the sea level rise we have to understand and plan for.

“Even with this new assessment the loss of a fraction of WAIS over those timescales would have serious consequences and costs that we’ve only really just begun to understand.”





Sua dsl não é tão rápida quanto você pensa

1 05 2009

Todos sabem que no Brasil as telefônicas ganham rios de dinheiro cobrando valores absurdos para uso de telefones fixos e celulares, além do uso de dsl. Isso não  novidade. Também nao é novidade que as empresas nos vendem uma velocidade e efetivamente nos dão outra e ninguém faz nada. Pelo que tenho visto, a mais confiável em termos do que vende e o que entrega é a GVT. Já tive BrT, GVT e agora tenho Virtua. Esta tem o péssimo hábito de fiscalizar como estamos usando nossa internet e se achar que estamos usando muito, diminue a velocidade vendida.

Tenho velocidade de 6M contratada e tinha efetivamente isto quando comecei a usar. Nos testes que fiz há pouco estou 2k de upload (!) e 456k (!) de download.

A verdade é que o que eu faço ou deixo de fazer com a velocidade que comprei é problema meu e qualquer coisa que a Virtua faça diferente disso é quebra de contrato. Se eu uso e-mule, ouço rádio pela internet o dia inteiro e uso toda velocidade e banda que comprei e pago, eles não podem fazer nada. Ou não deveriam.

Veja abaixo uma lista dos dsl mais velozes, de acordo com Speedtest.net – World Results

Países com download mais rápidos:

1.17.83 Mb/s Korea, Republic of

2.16.07 Mb/s Japan

3.11.55 Mb/s Sweden

4.11.28 Mb/s Lithuania

5.10.33 Mb/s Romania

6.10.11 Mb/s Latvia

7.9.40 Mb/s Bulgaria

8.8.97 Mb/s Netherlands

9.7.59 Mb/s Germany

10.7.39 Mb/s Russian Federation

11.7.26 Mb/s Moldova, Republic of

12.7.23 Mb/s Slovakia

13.7.15 Mb/s Switzerland

14.7.04 Mb/s Finland

90.1.56 Mb/s Brazil

Países com Upload mais velozes

1.8.08 Mb/s Lithuania

2.7.49 Mb/s Japan

3.4.43 Mb/s Bulgaria

4.4.32 Mb/s Romania

5.4.28 Mb/s Russian Federation

6.4.10 Mb/s Sweden

7.3.86 Mb/s Slovenia

8.3.86 Mb/s Latvia

9.3.35 Mb/s Moldova, Republic of

10.3.32 Mb/s Andorra

11.2.95 Mb/s Korea, Republic of

12.2.79 Mb/s Asia/Pacific Region

13.2.77 Mb/s Hong Kong

14.2.72 Mb/s Netherlands

116.0.32 Mb/s Brazil

Nós ficamos atrás da República da Moldava e da Látvia! E eu que só tinnha ouvida falar destes países nos gibis do Tio Patinhas…