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As 15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz

Para ser feliz, fazer outros felizes e crescer espiritualmente.  Também porque palavras bem ditas merecem ser replicadas.

Via Mauro Giller  –> Via Share the future  –>  Via Guia Ingresse –> Via World Observer Online

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim? 

2. Desista da sua necessidade de controle

Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.

“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu

3. Pare de culpar os outros

Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.

4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas

Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.

“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle

5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!

“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle

6. Pare de reclamar

Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Esqueça o luxo de criticar

Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.

9. Abra mão da sua resistência à mudança

Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.

“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell

10. Esqueça os rótulos

Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.

“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer

11. Abandone os seus medos

Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.

“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.

13. Deixe o passado no passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desapegue do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas

Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

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Como o FMI e o Banco Mundial para desenvolvimento da economia estimulam o aumento do turismo sexual

Embora a novela tenha seu crédito por trazer a público a temerosa questão da escravidão sexual no mundo, ela apenas toca levemente nas paredes das masmorras da fortificação degradante da prostituição. Os governos e a polícia precisam espremer sem piedade a prostituição internacional e seus proxenetas. É preciso que haja um esforço das forças policiais, dos educadores, das frentes médicas e de organismos de reinserção na sociedade para que se enfrente esta chaga da humanidade. E a resposta está nas declarações das próprias vítimas:

Richard Poulin – De acordo com recente pesquisa realizada em Vancouver, uma parcela grande (95%) das pessoas prostituídas entrevistadas deseja deixar a prostituição. (Uma pesquisa semelhante realizada em escala internacional confirmou que 92% das mulheres prostituídas desejam deixar a prostituição.) Esta pesquisa também evidenciou as necessidades imediatas dessas mulheres, em sua maioria autóctones (52%). Aproximadamente

  • 82% delas disseram precisar de um tratamento de desintoxicação (droga ou álcool);
  • 66% dizem precisar de uma moradia ou de um lugar seguro;
  • 67% querem uma formação profissional;
  • 41%, cuidados médicos;
  • 49%, cursos de autodefesa;
  • 58%, serviços de aconselhamento;
  • 33%, assistência jurídica;
  • 12%, serviços de creche para crianças; e
  • 4%, um serviço de proteção física contra os proxenetas.

A transformação de um ser humano em mercadoria prostitucional significa não somente sua coisificação, mas também sua inserção em relações de submissão sexista e de subordinação mercantil. Alguém se torna uma pessoa prostituída em consequência de um itinerário caótico, que fragiliza, vulnerabiliza e destrói. As brutalidades e outras violências, principalmente as violências sexuais, mas também as violências psicológicas, têm como consequência o fato de instituir a sujeição e de fazer com que a resignação se sobreponha a qualquer veleidade de contestação ou de revolta.

O caso de amor entre a prostituição internacional e o capitalismo. Entrevista especial com Richard Poulin

“A prostituição gerou uma indústria sexual de dimensões mundiais, onde atualmente representa uma verdadeira potência econômica”, constata o coordenador do Instituto de Estudos e Pesquisas Feministas da Universidade de Ottawa, no Canadá.

“Ela [a indústria do sexo] constitui 5% do produto interno bruto da Holanda, 4,5% na Coreia do Sul, 3% no Japão e, em 1998, a prostituição representava de 2% a 14% do total das atividades econômicas da Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia”, afirma Ricahrd Poulin. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, o pesquisador destaca que a prostituição está diretamente relacionada às estratégias de consumo, exploração e a lógicas análogas à escravidão. “Os indivíduos estrangeiros prostituídos situam-se no nível mais baixo da hierarquia prostitucional, são social e culturalmente isolados e exercem a prostituição nas piores condições possíveis, sendo ao mesmo tempo submetidas a diferentes formas de violência, tanto no cotidiano prostitucional quanto no transporte de um país para o outro”, argumenta.

 

 Richard Poulin (foto) é sociólogo e professor titular da Universidade de Ottawa. Dedica-se a temas relacionados ao feminismo, sobretudo às pesquisas de direitos humanos e exploração sexual de mulheres e crianças. É autor de 11 livros e dezenas de artigos sobre o tema. Suas obras mais recentes são Les meurtres en série et de masse, dynamique sociale et politique (Montréal, éditions Sisyphe, 2009), Exploitation sexuelle, crime sans frontières (Paris, Les éditions du GIPF, 2009) e Poulin, R. avec la coll. de Mélanie Claude, Pornographie et hypersexualisation. Enfances dévastées (Ottawa, L’Interligne, 2008).

Confira a entrevista.

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O livro ” Mestre Gabriel o Mensageiro de Deus” chega até nós

Finalmente chega até as comunidades Hoasqueiras o livro “Mestre Gabriel, o Mensageiro de Deus”. Os caianinhos esperam por este lançamento já tem um bom tempo. É, portanto, motivo de alegria entre nós, sejam da UDV ou de outras distribuições que reconhecem neste Mestre uma Luz a nos guiar.

Mestre Gabriel, o Mensageiro de Deus

“ Quem é esse personagem misterioso e fascinante, que, com tão escassa escolaridade, e em meio tão inóspito, incursiona pela mais refinada filosofia e marca, com sua presença, um novo momento no processo de evolução espiritual da humanidade? É o  que este livro, que não tem propósito doutrinário, se dispõe a examinar, traçando-lhe o perfil biográfico e expondo a obra que deixou.”

Leia o post na íntegra aqui.

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As viagens dos vassalos do rei Salomão ao rio das amazonas – 2ª Edição

A escritora  Lídice Canella lança a 2ª Edição do Livro “As viagens dos vassalos do rei Salomão ao rio das amazonas”

O lançamento foi realizado em Manaus-AM, no dia 21/11/2011, às 20 horas, na Assembléia Legislativa do Estado, com palestra e lançamento da 2ª edição do livro.

Resultado de uma ampla e profunda pesquisa histórica de Lídice, empreendida por 7 anos, a partir do texto do início do século XIX do pesquisador Vicomte Enrique Onffroy de Thoron. Um encontro com as raízes de uma longínqua e surpreendente história que revela o contato entre os povos do continente americano com as nações do oriente médio, sobretudo no tempo do sábio e grande Rei Salomão. O texto enfatiza a vida e feitos desse Rei e seu Arquiteto abordando ainda aspectos dos povos atlantes, fenícios e hebreus.

Mais sobre a obra

Apresentação por Roberto Evangelista
As viagens dos vassalos do rei Salomão ao rio das amazonas

As viagens dos vassalos do rei Salomão ao rio das amazonas

Para o pensamento africano, o consenso é que depois de sete gerações não conseguimos mais distinguir entre história e lenda.

Se considerarmos Heráclito, o proto-historiador, esse período pró esquecimento seria de 210 anos, visto que para ele uma geração se compunha de 30 anos – espaço tempo no qual o pai pode ver o filho engendrando novas gerações.

Segundo a Bíblia, no entanto, que determina o período de 40 anos como sendo o da duração de uma geração, o não distinguir mais entre história e mito se daria a partir dos 280 anos, um tempo mais extenso de memória viva.

Para os povos de tradição oral, tal como as nações tribais africanas, americanas, asiáticas e outras, é compreensível que – à luz crepuscular da memória – após quase três séculos, os fatos passem a ser narrados pelos velhos em volta das fogueiras, como lendas de seus antepassados.

Para o “povo do livro”, no entanto, o registro dos primórdios até aC está devidamente impresso na Torá. Aqui, lendas e mitos podem até compor o imaginário dos seus personagens, mas se encontram devidamente registrados para serem fervorosamente examinados, estudados e/ou decodificados.

Os povos de cultura oral e os da cultura escrita têm seus méritos e deméritos na hora de contar suas histórias. Pois mesmo os que escrituraram a sua gênese tiveram trechos da sua história adulterados – ainda que pese a bem intenção dos seus escribas – após sucessivas compilações, recopilações e traduções ao longo da história. Além do comodismo de não mais se ocupar em memorizar, pois o que está escrito está escrito…

…Salomão, o grande rei, teria algo a ver com a marcha dos homens sobre a terra? Seus feitos sapienciais poderiam ainda nos tocar profundamente, iluminando nossos corações e mentes? E Atlântida, o continente desaparecido? As provas de sua existência alterariam o curso da história atual, levando as nações a uma reflexão redentora sobre suas condutas insanas e predatórias? Existirá, afinal, algum elo entre aquele sábio, o Brasil e o continente perdido da Atlântida?

O imaginário da maioria dos homens de hoje não se lança mais a tantas fantásticas perguntas. Interesses e necessidades por tais mergulhos quanto à nossa trajetória por esse vale de lágrimas ficaram à deriva diante do turbilhão materialista, cientificista e midiático dos dias atuais.

Para os iniciados, no entanto, a trilha que a humanidade seguiu ao longo da sua história está permeada de linhas interrompidas, vazios, vácuos e interrogações clamando por respostas.

O livro de Lídice é um belíssimo roteiro na busca pela revelação desses mistérios. Para os marinheiros de primeira viagem, uma bússola de alta precisão. E, para o leitor audaz, o novelo de Ariadne, para adentrar no emaranhado labirinto do tempo e sair de lá ileso, lúcido, pleno de novas perspectivas.

Lídice, arguta argonauta, investigadora extremamente generosa, nos brinda com um acervo riquíssimo: um amplo e rigoroso trabalho de pesquisa, um substancial painel de dados – suas notas explicativas são reluzentes! – inédito em língua portuguesa.

Suas fontes são aquelas também reveladas por descobridores que, segundo a autora, experiente e renomada juíza, contaram apenas com a sua fé na trajetória de suas descobertas, já que o caminho percorrido por esses crentes do imaginário foi quase sempre solitário e calcado de críticas.

Eles, certamente, deveriam trazer muitas dúvidas sobre as tradicionais certezas históricas, “pois não há memória sem conteúdo imaginativo, como não há imaginário que não contenha memória”.

Senhoras e senhores faiscadores da verdade, iniciados nos mistérios órficos, eleusinos, báquicos ou pitagóricos, tomai vossos assentos, desapertai os cintos, desprendei a mente e boa viagem!

Leia o prefácio em PDF.

A publicação de 408 páginas, pode ser adquirida pelo preço de R$ 40,00 + PAC, através do e-mail viagensdoreisalomao@hotmail.com. Toda renda do livro será revertida para a UDV. O prazo de entrega de, 7 a 10 dias úteis.

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NO ACRE, COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

Publicado originalmente no Blog do Altino Machado
POR EDSON LODI

Abro os olhos no salão do bailado do centro fundado por mestre Raimundo Irineu Serra. Vejo homens, mulheres, jovens e algumas crianças a cantar, a tocar maracá e a bailar com o corpo e com o espírito iluminado pela luz do Daime. Tudo é tão singelo e ao mesmo tempo tão sério que tenho a impressão de que retorno a um tempo imemorial, em que Deus ensinava pela música e pelo movimento das verdes palmeiras tocadas pela brisa serena.

Do outro lado do salão, uma senhora observa a tudo e a todos. Semblante calmo e olhar profundo. Talvez tenha saudades das noites em que os maracás também soavam e de mestre Irineu, seu esposo e guia espiritual; que, mesmo sendo tão alto, tinha a missão mais elevada ainda.

Estou sentado em um banco, entre tantas cores e músicas divinas, orquestradas por simples maracás, e observo madrinha Peregrina. Ela está no outro lado do salão, com porte de digna e solene senhora ayahuasqueira. Ela comemorava 74 anos neste 14 de julho.

Peço ao Criador que a mantenha com saúde e alegria entre nós. Meu coração também ressoa com entusiasmo – há um maracá e um Cruzeiro em meu peito. Que sejam longos seus dias, sempre com o sol e o brilho da lua e das estrelas a embalar seus sonhos.

Neste salão, me alegro por ter em recordação coisas tão importantes para a nação ayahuasqueira, acontecidas recentemente. No dia 11 de julho tivemos uma sessão solene, na Câmara dos Deputados, em homenagem aos 50 anos do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, por iniciativa da deputada Perpétua Almeida (AC) e do deputado Wolney Queiroz (PE).

A presença da União do Vegetal no Plenário da Casa do Povo Brasileiro é motivo de júbilo para toda a comunidade ayahuasqueira. É mais um reconhecimento pelo Estado do trabalho religioso desenvolvido pela União do Vegetal e, por extensão, do uso religioso da ayahuasca. Em minha lembrança ficará gravada por muito tempo as palavras da deputada Perpétua Almeida – intransigente defensora de nossos direitos religiosos –, após receber a bandeira da UDV das mãos de mestre Pequenina, que se encontrava na tribuna:

– Recebo esta bandeira em nome do parlamento brasileiro, como símbolo do direito constitucional do livre exercício dos cultos religiosos.

Semelhante homenagem aos 50 anos da UDV foi igualmente prestada pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre – solicitada pelo deputado Eduardo Farias e aprovada por unanimidade por todos os seus pares – no dia seguinte, 12 de julho.

Foi mais um momento de emoção, ao ver que o Estado do Acre homenageou mais uma vez o mestre Gabriel – que andou em terras de Vila Plácido – e sua obra, a União do Vegetal. Este acontecimento foi prestigiado por amigos tantos e irmãos de luz da comunidade religiosa do Acre, representados pelo Sr. Manoel Pacífico da Costa, Secretário-Geral do Instituto Ecumênico e Fé e Política do Acre.

Nesse mesmo sentido tivemos a fala de alguns deputados evangélicos que agradeceram os esclarecimentos prestados, reafirmando o compromisso com a liberdade religiosa. A apresentação do Coral da Amizade e a fala da Conselheira Odaíza, da UDV, emocionaram a todos os presentes. A casa de Frei Daniel Pereira de Matos estava representada pelo Francisco Araújo e outros queridos amigos.

As palavras proferidas por Toinho Alves sintetizam os sentimentos de respeito pelo trabalho que a UDV vem realizando:

– A União do Vegetal é uma guardiã do uso religioso da Ayahuasca.

À noite, durante a reunião da Câmara Temática de Culturas Ayahuasqueiras, coordenada pelo amigo João Guedes Filho, tive a honra de ser convidado para prestar minha modesta colaboração em um trabalho de grande relevância social: a elaboração de uma cartilha para incluir a história das religiões ayahuasqueiras dentro do ensino religioso da grade escolar do Estado, trabalho a ser escrito pelo historiador Marcos Vinicius.

Esta oportuna iniciativa manterá o Estado do Acre na vanguarda da prática fiel da tolerância religiosa. Queira Deus que estes exemplos se espalhem por outros estados brasileiros e se tornem uma realidade entre todos os segmentos sociais.

Nesse momento de reflexões, faço silenciosamente uma oração agradecendo a pronta e firme intervenção do senador Jorge Viana e da Assembleia Legislativa do Acre em relação aos recentes acontecimentos que envolveram o nome do sacramento religioso na mídia acreana, com a incineração de alguns litros de Daime em meio a drogas proscritas.

Enquanto refaço todos estes acontecimentos em minha memória, espocam os fogos de artifício clareando o céu da comunidade do Alto Santo. Sinto-me como um menino espantado com a grandeza da luz. Em meu coração aprendiz, louvo a Deus em todas as suas formas.

Pela manhã estive no núcleo Jardim Real, abracei os irmãos da UDV, pleno do mesmo sentimento e com a certeza de que estou e estarei sempre em boa companhia.

Edson Lodi é escritor, do quadro de mestres e coordenador de relações institucionais do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal

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