Arquivo da categoria: Ecologia

Sobre desenvolvimento (in)sustentável e a Rio + 20

Gente verde tem mania de pensar verde. E insiste em acreditar que políticos podem ser verdes de verdade. De fato, devem existir alguns que já entenderam que somos parte da natureza e não proprietários dela. Eu conheço um, que sempre gostou de política, mas nunca floresceu nesta área, talvez porque tenha entendido a natureza demais. E tem um outro, sim, homem e político. Sim, porque a maioria dos políticos é só gente, nem homem conseguiu ser, que dirá humano.

Mas, voltando ao que interessa, a Rio +-20 já fracassou. Fracassou quando empossou Dilma a presidente do encontro. Tá eu entendo, protocolo, é a presidente do país e coisa e tal. Mas começou a fracassar aí. E por aí continuou. José Márcio Mendonça do Portal Voit escreve:

O mundo desgovernou?

Eram extraordinárias as expectativas mundiais em relações a duas reuniões desta semana: a do G-20 no México e Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio + 20.

Dos 20 países mais ricos do mundo esperavam-se soluções para a crise que ameaça a economia mundial de anos de pífio crescimento, com ameaças de sérios reflexos sociais. Dos líderes de todas as nações do mundo reunidos no Brasil, esperavam-se compromissos mais objetivos para avanços objetivos em direção a uma economia verde: crescimento com respeito ao meio ambiente e avanços sociais.

Vejam-se os resultados, em duas notícias na mídia hoje:

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A ONU acordou para as violações cometidas em Belo Monte

Acordou e chamou a atenção de diversos ministérios brasileiros, em uma sabatina realizada em Genebra, na Revisão Periódica Universal. O Peru foi um dos países que mais representou nossos índios, levando aos conselhos da ONU sua preocupação genuína de que seja paralisada a construção de Belo Monte até que as comunidades indígenas sejam ouvidas segundo as recomendações da Organização.

Neste artigo publicado originalmente no site da Carta Maior, Bia Barbosa traz a notícia que é uma Luz àqueles que buscam o respeito aos homens e à Natureza. Você pode ler aqui e visitar o site com o artigo original:

Conselho da ONU alerta Brasil sobre violações causadas por grandes obras e megaeventos esportivos

Em sabatina realizada em Genebra, delegação brasileira recebeu recomendações de várias nações sobre a proteção dos direitos dos indígenas na realização de grandes obras de infra-estrutura. País também foi alertado sobre remoções forçadas geradas por obras da Copa e Olimpíadas. Governo tem até setembro para justificar com quais recomendações se compromete ou não.

Bia Barbosa_Data: 30/05/2012

Nesta quarta-feira (30), o Conselho de Direitos Humanos da ONU publicará um relatório preliminar com todas as recomendações feitas ao Brasil por 78 países que integram o sistema das Nações Unidas. Na última semana, em Genebra, eles participaram da sessão de revisão dos registros de direitos humanos do Brasil, que ocorre a cada quatro anos e meio, num processo intitulado Revisão Periódica Universal (RPU). Todos os 193 países que integram a ONU passam periodicamente por este mecanismo. Depois de questionado, o país tem o direito de apresentar as ações realizadas para melhorar a situação dos direitos humanos em seu território.

A delegação brasileira que participou da sabatina na Suíça foi composta de vários ministérios, além de representantes do Poder Legislativo e Judiciário. Foi a segunda vez que o país passou pela Revisão Universal. Os temas debatidos resultaram do monitoramento da ONU sobre o país neste período, de um relatório preparado pelo próprio governo federal e também por contribuições da sociedade civil brasileira. Ao todo, mais de 50 entidades encaminharam informações ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para contribuir com a avaliação.

Um dos temas foco de questionamentos dos países foi o impacto das grandes obras sobre os direitos das comunidades tradicionais no Brasil. O Peru, por exemplo, cuja população indígena é significativa, apresentou grande preocupação com os projetos de infra-estrutura desenvolvidos no âmbito do governo federal. A delegação peruana recomendou que o Brasil realize consultas públicas reais e de forma apropriada com as comunidades afetadas, sobretudo os povos indígenas, pela construção de estradas, ferrovias e hidrelétricas.

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Belo Monte – Anúncio de uma Guerra

Se você está aqui, já entendeu que não escolhemos o financiamento coletivo por acaso. Mais do que um filme, queremos que “BELO MONTE – Anúncio de uma Guerra” seja um ato político da sociedade, uma luta pelo acesso à informação e pelo direito de participar das decisões do país.
http://catarse.me/pt/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra/video_embed

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http://catr.se/tBVpgC

Direção: André D’Elia
Produção Excutiva: Beatriz Vilela, Francisco D’Elia
Direção de Fotografia: Rodrigo Levy Piza, Federico Dueñas
Direção de Som: Téo Villa, Diego Depane
Desenho Gráfico: Federico Dueñas
Montagem: Mauro Moreira
Ass. de Montagem: André Souza
Comunicação e Marketing: Digo Castello, Daniel Joppert, Caio Tendolini

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Mais um avanço no transporte de Mariri e Chacrona

A Resolução foi elaborada a várias mãos, com apoio e assistência da Barquinha, Alto Santo e União do Vegetal.

Governo do Acre regulamenta uso do daime

JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO – 23/12/2010

As organizações religiosas do Acre que utilizam a ayahuasca, também conhecida como hoasca ou daime, em seus rituais terão que pedir autorização e seguir regras para extrair, coletar e transportar o cipó e a folha usados no preparo do chá alucinógeno.

A resolução foi publicada pelo governo do Acre na quarta-feira (22). A elaboração das regras contou com a participação de igrejas daimistas.

Agora, as entidades religiosas que extraem, coletam e transportam o cipó jagube e a folha chacrona no Estado deverão constar em um cadastro elaborado pelo Imac (Instituto de Meio Ambiente do Acre).

De acordo com a resolução, as entidades só poderão utilizar 4.800 kg de cipó e 720 kg de folha, anualmente, ou 1.200 kg de cipó e 180 kg de folha, em cada coleta. A resolução também determina quais são as técnicas de corte que devem ser utilizadas na extração das folhas e do cipó.

Caso as igrejas necessitem consumir cipó ou folhas acima da cota permitida, deverão justificar e comprovar a necessidade do aumento de consumo. A fiscalização e a análise dos casos serão realizadas pelo Imac.

Se a extração for superior à declarada, a autorização será automaticamente suspensa.

As entidades ainda deverão ter sede e comprovar que atuam no Estado do Acre, além de informar o local em que preparam o chá, o número de membros da entidade, o consumo médio anual e a quantidade de litros de chá produzido.

Já o plantio, extração, coleta e transporte com o fim comercial ou lucrativo do cipó e a folha não serão autorizados.

As entidades têm 12 meses para se cadastrar e se adequar à resolução. Depois disso, quem for encontrado transportando ou coletando o cipó e as folhas sem autorização terá o material apreendido.

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Os inimigos do Brasil, ou

DEPUTADOS QUE ASSINARAM O REQUERIMENTO EM FAVOR DA VOTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL

8/12/2010

Da redação da Frente Parlamentar Ambientalista

Os únicos contrários a votação do Código Florestal foram os Líderes do PV, Edson Duarte, do Psol, Ivan Valente e do PT, Fernando Ferro. O deputado Ivan Valente chegou a assinar em protesto na própria lista CONTRA a votação. O Líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza, apesar da orientação da bancada, votou a favor do requerimento.

Segundo o representante das Ongs, Mário Mantovani: “Tudo indica que já está sendo cobrada a fatura de apoio aos candidatos nas últimas eleições e por isso, ruralistas tentam desesperadamente aprovar o Código.  O requerimento de número 7.537/2010, que pede aprovação em caráter emergencial do PL1.876/2009 (Código Florestal), foi apresentado pelo Dep. Sandro Mabel,  do PR de Goiás. O deputado Mabel foi um dos cassados por causa do mensalão mas foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara por falta de provas.  Ele foi o primeiro deputado a escapar da cassação entre os 14 parlamentares processados por quebra de decoro parlamentar e envolvimento com o “mensalão”. Mas ultimamente voltou às páginas dos jornais por problemas de desvio de dinheiro das emendas parlamentares.

Confira a lista dos líderes partidos que assinaram a lista em favor da votação do pedido de urgência do Código Florestal:

Lider do DEM, Paulo Bornhausen, que representa 56 parlamentares. Telefone da liderança 3215-9262.

Líder do PSDB, deputado João Almeida, que representa 58 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9345.

Líder do PR e autor do requerimento, deputado Sandro Mabel, que representa 43 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9550.

Líder do PP, deputado João Pizzolatti, que representa 40 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9421.

Líder do PDT , deputado Paulo Pereira da Silva, que representa 23 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9700.

Líder do PTB, deputado Jovair Arantes, que representa 21 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9502.

Líder do PSC, deputado Hugo Leal, que representa 17 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9761.

Líder do PPS, deputado Fernando Coruja, que representa 15 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9600.

Líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, que representa 89 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-9180.

Líder do PCdoB, deputada Vanessa Grazziotin, que representa, 12 parlamentares. Telefone da liderança: 3215-5587.

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