CNBB se posiciona contra aborto praticado em menina de 9 anos


Esta notícia apareceu no meu gadget to Google JC Online. Está datada de março, por isso acho que o JC precisa atualizar o Gadget, mas tudo bem, serve para eu me posicionar.

Esta declaração da CNBB dá pano para manga, a começar pela intolerância e falta de humanidade. Não avançaram muito desde a caça às bruxas. Permitir que uma criança de 9 anos geste um filho gerado por estupro de um padrasto é, no mínimo, desumano.

Definitivamente, sou contra o aborto em condições normais, mas há que se ter amor e humanidade. Qual é a necessidade de causar mais sofrimento a esta criança? Entendo o mandamento a que se refere a nota da CNBB, mas há o mandamento maior é “Amarás o Senhor acima de todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo”.

Este mandamento nos ensina que para amarmos a Deus precisamos a amar a nós mesmos, depois amar ao próximo na mesma medida e só depois é conseguiremos amar ao Senhor.

Eu não suportaria a carga de gerar um filho de um padrasto com a compreensão que tenho hoje, com 45 anos. E ainda me considero um espiritualista. Desta forma não posso desejar isto a uma menina de 9 anos.

Mas isso é só Food for thought, como dizem os ingleses. Há muito mais neste acontecimento.

Fica para outro post.

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Publicado em 06.03.2009, às 11h53

Do JC OnLine

Durante o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade, nesta sexta-feira (6), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)/Regional Nordeste 2, a Igreja Católica se posicionou contra o aborto praticado pela menina de 9 anos que foi estuprada pelo pai, em Alagoinha.

Em nota eles afirmam que repudiam o estupro e o abuso sexual sofridos pela criança, no entanto, não concordam “com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos”.  Consideram ainda que “diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com serenidade, tranquilildade e o tempo necessários que a situação exigia”.

Segue na íntegra a nota

Nota em defesa da vida

Nós, bispos da Igreja Católica, coordenadores e coordenadoras de pastoral, reunidos na sede da CNBB do Regional NE 2, na cidade do Recife, tomamos conhecimento do caso da menina de nove anos, da cidade de Alagoinha, grávida de gêmeos, resultado do estupro praticado pelo padrasto e da interrupção da gravidez. Diante do fato e da sua repercussão, sentimo-nos levados a fazer uma breve reflexão:

1- A Igreja, historicamente, sempre se colocou a favor da vida, desde a sua concepção e desenvolvimento até seu declínio natural, iluminada pela Palavra de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente”.

2 – Esse princípio norteou a prática da Igreja no Brasil, também na época do Regime Militar, instaurado em 1964, quando se colocou a favor da vida e da dignidade das pessoas, defendendo os direitos humanos dos perseguidos, torturados e refugiados políticos.

3 – A Campanha da Fraternidade que, a cada ano, promove a vida e defende a dignidade das pessoas, coloca-se contra todo tipo de violência, em qualquer circunstância, para construir uma sociedade baseada na “civilização do amor”.

4 – Hoje, cresce a consciência dos direitos humanos, que não admite nenhum tipo de violência, tanto mais, envolvendo a criança e a mulher. No caso específico, repudiamos o estupro e o abuso sexual sofridos pela criança.

5 – Vivemos em uma sociedade pluralista onde o Estado se estrutura e se rege por uma legislação, refletindo a cultura dominante, que nem sempre respeita os princípios éticos e naturais. Nem sempre se pode identificar o que está amparado por leis, com princípios éticos e valores morais. Para nós, sempre terá precedência o mandamento do Senhor: Não matarás!

Portanto, diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com serenidade, tranquilildade e o tempo necessários que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos. Cabe a nós externar publicamente as nossas convicções em defesa da vida que é sempre um dom de Deus.

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Um pensamento sobre “CNBB se posiciona contra aborto praticado em menina de 9 anos

  1. […] decisão do José, mas na verdade eles a apoiaram na medida em que na nota publicada como título “Nota em defesa da vida” comentam: Portanto, diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com […]

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