Kambô ou Daime?


A Polícia Civil de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), ouviu hoje o empresário Jorge Roberto de Oliveira Rodrigues, de 40 anos, que confessou ter aplicado a chamada “vacina do sapo” no comerciante Ademir Tavares, de 52 anos, no sábado. Tavares foi submetido à aplicação da substância, retirada pelos índios amazonenses da pele de um anfíbio, e morreu em seguida, na casa do empresário, onde estavam mais quatro pessoas.

Entre os amigos de Rodrigues, estava o filho do comerciante, Luiz Augusto Tavares, de 25 anos, que também recebeu a “vacina”, passou mal e está com inflamação no braço. “Ele contou que passou muito mal e que tinha ido à casa do empresário porque seu pai, Ademir, insistiu muito”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Vicente Lagiotto.

Ainda segundo Lagiotto, Ademir Tavares demorou muito para voltar do banheiro, o que chamou a atenção dos presentes. “Quando foram até o banheiro, encontraram-no caído, de olhos abertos e sem respirar. Foi socorrido, mas, segundo os médicos, já chegou morto ao hospital”, completou o delegado responsável pelas investigações. Os outros que estavam na residência não receberam a administração da “imunização”, que ocorre no braço ou nas pernas. “O empresário contou que ele mesmo usou por várias vezes nos últimos oito meses e que nunca teve reação nenhuma. Informou que mandou buscar no Acre a substância e que não cobrava nada dos amigos.”

Segundo Lagiotto, Rodrigues, que “receitou” o suposto remédio, tinha consciência do que fazia. “Ele disse que sabia que a substância era forte e, por isso, a diluía em água.” Rodrigues responderá por exercício ilegal da medicina e homicídio doloso. “Houve dolo porque ele sabia dos riscos. Vai responder em liberdade porque não oferece risco e apresentou-se, voluntariamente.”

Apesar de conhecida como “vacina do sapo”, a substância é retirada da pele da rã kambô (Phillomedusa bicolor) pelos índios da Amazônia. Sem comprovação científica de que é um produto seguro, o uso não tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem a publicidade proibida desde 2004.

“Retirada da barriga da rã Phyllomedusa bicolor, a substância é usada pelos índios para acabar com a má sorte na caça e na pesca. Não existem pesquisas que assegurem o uso da ‘vacina do sapo’ kambô para as indicações feitas no site; portanto, o paciente que consome o produto está sujeito a sérios e desconhecidos agravos à saúde”, diz a portaria da Anvisa, publicada em 30 de abril de 2004. A substancia provoca, segundo apuração da policia, aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Hoje, a policia recolheu todo material encontrado na casa do empresário.

Está no Yahoo Notícias. Em outra nota, o Delegado explica que o kambô é uma espécie de Daime. Mas heim!? Alguém aí tem o e-mail do Delegado? Com todo respeito, confundir sapo com cipó! Acho que seria uma boa idéia convidar o Sr. Lagioto para o II Congresso Internacional da Hoasca. Uma palestra que pode eliminar dúvidas deste e de outros tipos acontecerá no segundo dia:

Ayauasca – do sagrado ao mundano
Jair Araújo Fagundes
Juiz Federal no Estado do Acre e membro do Centro Rainha da Floresta – Casa de Juramidan

Para aqueles que não podem ir até o congresso ou desejarem preparar-se, uma prévia do pensamento do Dr. Jair Araújo Fagundes está no Página 20.

Mas a confusão é permitida e compreensível, considerando que ambos, Hoasca e kambô são muitas vezes usados pelos mesmos adeptos. Fernando Dini Neto, líder da Céu Sagrado, por exemplo, faz aplicações da vacina, as chamadas sessões de aplicação da vacina.

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12 pensamentos sobre “Kambô ou Daime?

  1. Carlos Maciel disse:

    Está no seu direito, analdeista.

  2. Luiz Segundo disse:

    Quem sabe mais, os ancestrais indigenas ou a nossos cientistas limitados?
    O veneno pode ter sido retirado na hora errada ou realmente era a hora do indivíduo.

    O que a anvisa desconhece não precisa ser ruím necessariamente. E sim algo antigo que não se pode monetizar.

  3. Carlos Maciel disse:

    Luiz, tanto a Anvisa qto a medicina padronizada em que somente a matéria pode ser estudada e entendida, reprime e quer esmagar qualquer conhecimento capaz de curar e trazer gratuitamente o bem-estar aos viventes. Há que se pagar – e muito – pra se ter a cura das malatias humanas.

  4. Verdade, acredito na cura que o kambô realiza e ainda não usei, mais pretendo conhecer a cura. Cientistas só querem fazer esperiÊncias para gerar doenças e curas para assim faturar , se a cura está na floresta, não precisamos de médicos, hospitais e remédios químicos, com esse pensamento, as pessoas que dependem dos enfermos vão se prejudicar e não vão se contentar com isto, por isso dizem que o Kambô não é confiável.

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