Scientific American: Mais errado que errado


Achei este artigo ótimo. Há que se saber como tratar uma situação mais errada do que simplesmente errada. A maneira sagaz de se colocar no papel as observações críticas tem o tom de um gênero literário per se. Anotei alguns, mas para ver tudo, leia o artigo na Scientific American: Wronger Than Wrong:

  • Louis Nizer: “Um desacato elegante vale mil insultos.”
  • Mark Twain: “Não fui ao funeral, mas mandei uma carta gentil dizendo que o aprovava.”
  • Winston Churchill: “Ele tem todas as virtudes que eu não gosto e nenhum dos vícios que admiro.”
  • Groucho Marx: “Tive uma noite perfeitamente maravilhosa. Mas não foi assim.”
  • ultra put-down Wolfgang Pauli (sobre uma artigo de jornal): “Isto não está certo. Nem mesmo chega a ser errado.”

Acontece que em ciência, se uma idéia não é fasificável, não significa que ela está errada, mas sim que não pode ser provada, portanto, não atinge o status de errada.Nem mesmo chega a ser errada. Não dá para piorar. O artigo lembra Asimov no seu livro The Relativity of Wrong (Doubleday, 1988): “Quando as pessoas pensaram que a Terra era redonda, elas estavam erradas. Quando pensaram que era esférica, estavam errados. Mas se você pensar que pensar que a Terra é esférica é tão errado quanto pensar que a Terra é chata, então seu ponto de vista é mais errado que os outros dois juntos.”Mas não vou comentar tudo, faça por merecer o conhecimento e o conseqüente deleite.

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