Para escolher um tradutor


A formação de um tradutor

As escolas de traduções têm como base a idéia de que nunca se deve traduzir para outra língua que não seja a sua língua mãe. Discordo, desde que o tradutor tenha tido uma vivência no país da língua para a qual esteja traduzindo. Quer dizer, não dá para traduzir para o inglês se o tradutor nunca esteve num país de língua inglesa no mínimo por um ano, idealmente estudando a língua. Para começar a ficar bom, o tradutor deve ter morado no país qualquer coisa acima de três anos.

Ter freqüentado uma escola de inglês em um país inglês é essencial para enfrentar o par origem PT_Br destino Eng, e se o tradutor buscar mais qualidade em suas versões, uma escola de tradutores adiciona o ingrediente que falta e que o diferencia dos demais. A experiência e o estudo específico do vernáculo podem substituir a escola de tradutores, mas não dão a credibilidade do diploma. Também é aceitável ter estudado com um tradutor diplomado.

Qualidade da tradução

O que se pode entender por qualidade de uma tradução não é necessariamente o estabelecimento de um par perfeito de palavras individuais, mas a transmissão perfeita do conceito do conjunto de palavras, que podem ser oração, frase ou sentença. A união destes conjuntos perfeitamente traduzidos fará a tradução perfeita – se é que tal existe. Neste aspecto, as maiores dificuldades que um tradutor enfrenta estão em textos originais mal escritos. Quando isto acontece, o tradutor deverá buscar entender o que se pretende transmitir e fazê-lo da melhor maneira possível, procurando atender a forma original, mas escrevendo de uma forma mais clara no texto destino. Duas coisas são importantes aqui: 1) consultar o autor do texto para entendimento da idéia e 2) informar o contratante da forma com que o texto foi traduzido, justificando possíveis mudanças na ordem das palavras ou de trechos específicos. A não ser que o contratante conteste, geralmente não há necessidade de se justificar a escolha de palavras.

Este conceito também sofre variações de acordo com o tipo de texto original: poesia, prosa, oficial, técnico, aspecto formal, etc. A descrição apresentada no primeiro parágrafo de “A tale of two cities” de Dickens será traduzida com uma visão completamente diferente da descrição da montagem de um compressor, por exemplo. Em outra ocasião farei um estudo comparativo.

Por hoje é só.

 

Anúncios
Etiquetado ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: