O promotor que matou e a corrupção no Brasil


Não é todo dia que eu paro para ler uma notícia de crime contra a sociedade. De onde eu posso ver as coisas, crime contra a sociedade é qualquer um que ofende a integridade desta bolha em que vivemos. Se a definição dos magistrados está de acordo com a minha, sinceramente pouco me interessa.

Pois esta é precisamente a situação que eu enquadro em crime contra a bolha sociedade. Como é que você se sentirá se tiver um caso de assassinato contra alguém de sua família e este caso estiver sob a responsabilidade de um assassino? Ok, permitam-me recriar a frase, já que a sentença ainda não saiu: “sob a responsabilidade de alguém já tirou a vida de outra pessoa?”. Thales Schoedl é acusado de ter cometido o crime, mas ainda não foi julgado.

Estou querendo chegar no ponto em que ninguém que tenha tirado a vida de outra pessoa não pode jamais estar no lugar de defender a sociedade. Dançou. Arranja outra emprego. Ele havia sido exonerado do cargo em outubro de 2005, mas recorreu e conseguiu reverter a decisão no Tribunal de Justiça. Mesmo afastado do cargo, ainda recebia o salário, de R$ 10,5 mil, de promotor.

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo, por 16 votos a 15, permitiu que Schoedl reassuma suas funções como promotor e, mais do que isso, responda pelo crime em foro privilegiado – o Órgão Especial do Tribunal de Justiça – e não em júri popular.

O que representa isso na verdade? Simplesmente que estes 16 procuradores estão na mesma linha de pensamento do Schoedl: se eu matar alguém, vou querer ficar no cargo e ganhando salário de quem defende a gleba rude e sebosa que me sustenta.

Não gostei e não vou ficar quieto.

MP mantém promotor acusado de assassinato no cargo

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3 pensamentos sobre “O promotor que matou e a corrupção no Brasil

  1. “O que representa isso na verdade? Simplesmente que estes 16 procuradores estão na mesma linha de pensamento do Schoedl: se eu matar alguém, vou querer ficar no cargo e ganhando salário de quem defende a gleba rude e sebosa que me sustenta.”

    Não poderia ser o caso de o promotor Thales ter realmente agido em legítima defesa? Será que ele não tirou a vida de uma pessoa em nome da proteção da sociedade? Pois agir em legítima defesa pode ser comparado a defesa da sociedade. Como não?

  2. […] O promotor que matou e a corrupção no Brasil […]

  3. Carlos Maciel disse:

    Não foi legítima defesa. Ela não foi agredido, sacou da arma e atirou. Matou sem necessidade. E antes de ser legitimado promotor. O período de 2 anos a que os promotores são submetidos é para isso mesmo – testar a integridade deles.

    Se todo mundo que sair com uma mulher tiver que matar quem mexe com ela, vamos ter que legalizar a matança.

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