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Posts Etiquetados ‘Daime’

IDA Cefluris Online

via IDA Cefluris Online.

Santo Daime agora é livre nos Estados Unidos

Igreja do Oregon ganha direito de importar o sacramento

O Juiz Owen Panner da Corte Distrital do Oregon publicou no dia de ontem, 18 de março, sua decisão autorizando a importação do Santo Daime e o seu uso religioso. Para o advogado do Santo Daime nos Estados Unidos, Roy Harber. a decisão atendeu a todos os pedidos que foram feitos pela Igreja. Veja mais detalhes na declaração de Alex Polari e na íntegra da decisão judicial em anexo.

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Prezados irmãos e irmãs:

Depois deste tempo de espera, desde a audiência favorável de 26 de janeiro na Corte do Oregon, saiu finalmente a decisão do Juiz Panner (coerente com a sua manifestação no tribunal), no sentido de autorizar a importação e o uso religioso do nosso sacramento pelos membros da Igreja do Oregon. A decisão, no entendimento do nosso advogado, atende praticamente todos os pedidos que foram feitos na petição encaminhada para aquela corte do Nono Círculo de Justiça dos EUA.

Agora está começando uma nova fase na história da legalização do Santo Daime, cuja influência positiva sem duvida repercutirá nos outros países onde ainda temos demandas jurídicas a resolver neste sentido.

Portanto, em nome do padrinho Alfredo e da nossa Diretoria, só temos a agradecer pelo empenho e determinação dos nossos irmãos do Oregon e pela grande contribuição dada pelos nosso time de advogados, sob a direção do dr. Roy Harber.

Esperamos em breve poder consolidar nossa vitória e estabelecer nossos direitos legais para que eles possam servir de base para as demais igrejas norte americanas.

Viva a liberdade do Santo Daime !

Alex Polari de Alverga

Diretor executivo da Igreja

Presidente do IDA/CEFLURIS

via IDA Cefluris Online.

Santo Daime Ashland – O Santo Daime segue livre nos EUA

Dia 18 o Santo Daime nos Estados Unidos viu uma vitória para a distribuição do chá na quele país.

Dr. Owen M Panner, U.S. DISTRICT JUDGE, decidiu que “Guided by the unanimous decision of the United States Supreme Court in a very similar case, Gonzales v. 0 Centro Espirita Beneficente Uniao do Vegetal, 546 U.S. 418 (2006) (mfII), I conclude that the Religious Freedom Restoration Act, 42 U.S.C. § § 2000bb to 2000bb-4, requires that plaintiffs be allowed to import and drink Daime tea for their religious ceremonies, subject to reasonable restrictions.”

Quer dizer que, orientado pela decisão unânime da Suprema Courte no caso Gonzales v. 0 Centro Espirita Beneficente Uniao do Vegetal, ele concluiu que o Religious Freedom Restoration Act determina que os queixosos tenham permissão para importar a bebida Daime para seus propósitos religiosos, sujeitos a restrições razoáveis.

Nas restrições razoáveis cabem o exame periódico do chá pela DEA, que o chá, quando não estiver sendo servido durantes os trabalhos, que seja mantido em local fechado e com chave e monitoramento da importação e distribuição do chá pelo DEA.

Aqui o Juiz Owen observou que “The Native American Church”, a igreja que usa o peyote, tem mais de 300.000 membros e é controlada pela DEA, sendo assim, ele não vê dificuldade para este departamento do governo em controlar uma distribuição de chá para pouco menos de 100 pessoas.

Como era de se esperar, a vitória do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal que garantiu a distribuição do chá aos seus membros nos Estados Unidos, abriu caminho para outras religiões que também fazem uso do mesmo chá. Com certeza outras religiões seguirão o mesmo caminho e só tem a ganhar com isso. Basta notar  que a UDV precisou de mais de 3 anos para conseguir o resultado desejado e o Daime poucos meses.

O drawback desta conquista, se é que se pode dizer isso, é o balaio que muita gente quer por o chá, junto com drogas sintéticas e de diversão. Algumas já procuraram usar a mesma decisão para liberar drogas de recreação, argumentando que formam uma religião.

Não conseguiram.

Um pdf do doc original está aqui.

O Santo Daime & Governo Americano

Fevereiro 19, 2009 Carlos Maciel Deixe um comentário

A Church of the Holy Light of the Queen, um templo do Daime nos EUA, está processando o Governo Americano para ter o direito de comungar o chá Ayahuasca, direito já adquirido pela UDV. A reportagem é da ABC News Watch, on 12.

Siga o link para ver o vídeo.

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Ashland sect files lawsuit over use of hallucinogenic tea

By Tove Tupper February 18, 2009

ASHLAND, Ore. – An Ashland church has filed a preemitive federal lawsuit over its use of a hallucinogenic tea. The lawsuit argues that the Church of the Holy Light of the Queen has the religious freedom to use Ayahuasca tea, because it’s used to try to achieve a direct connection to Jesus.

The church is a branch of the Santa Daime, which is described as a mix of Catholicism and Shamanistic Brazilian beliefs. Ayahuasca tea originated in the upper Amazon. It is made from two plants which contain a hallucinogenic drug called DMT. After drinking it some may get nauseous, vomit, and have powerful hallucinations.

Neighbors of the church say they sporadically hear hymn-like singing coming from the house. They say lots of cars often visit the home, but that’s stopped in recent months.

40 anos depois, por Altino Machado

Estou passando avexado apenas para contar uma história do turbilhão de histórias resultante do encontro ontem com o quarteto da foto: o jornalista Antonio Alves, a cientista política Margrit D. Schimidt e os jornalistas Carlos Marques e Mara Moreira. Marques, que é consultor da Unesco e mora em Paris, retornou ao Acre após 40 anos. Anteontem, no final de uma audência com Jorge Viana, o governador perguntou ao jornalista se ele já conhecia o Acre.

E Marques contou que estava com 20 anos idade quando a direção da revista Manchete decidiu destacá-lo, na companhia de um fotógrafo, para uma reportagem sobre a distante Rio Branco, capital do Acre.

Entre os várias entrevistados, Marques conversou com o bispo italiano Giocondo Maria Grotti, que dois anos depois morreria durante acidente aéreo no município de Sena Madureira.

Ao ser perguntado sobre os problemas que enfrentava na região, o bispo reclamou da doutrina do Daime, fundada pelo negro maranhense Raimundo Irineu Serra.

Marques decidiu conhecer o mestre Irineu Serra, que trabalhava no roçado de sua propriedade quando o jornalista foi visitá-lo.

- Aquele encontro foi a experiência mais marcante de minha vida. O mestre Raimundo disse que sabia que eu chegaria e estava me esperando. Disse o meu nome, que eu havia sido libertado recentemente da prisão e que eu tinha uma cicatriz na perna.

Marques contou, ainda, que passou três dias no Alto Santo e tomou Daime, mas não revela detalhes de sua experiência.

- Ele me disse que um dia eu voltaria ao Acre, mas jamais acreditei nessa possibilidade.

A revista Manchete publicou então várias páginas com a reportagem, onde prevaleceu na edição a versão do bispo de que se tratava de uma seita diabólica. Foi a primeira entre tantas a desagradar Irineu Serra e seus seguidores.

Ao terminar de contar sua história, o governador Jorge Viana mostrou ao jornalista o convite que recebera para participar hoje do festejo dos 50 anos de casamento de Irineu com Peregrina Serra. E convenceu o jornalista a permanecer mais um dia no Acre.

Marques reencontrou ontem dona Peregrina, viúva de Irineu Serra, a quem pediu desculpas pelo conteúdo ofensivo que sua reportagem ganhou na edição da revista.

- Eu não podia revelar que havia encontrado Deus – disse.

Quem quiser saber mais a respeito da passagem de Carlos Marques pelo Acre, deve pegar o livo “Verdade Tropical”, de Caetano Veloso, e fazer uma leitura da página 308 a 319.

Kambô ou Daime?

Abril 25, 2008 Carlos Maciel 3 comentários

A Polícia Civil de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), ouviu hoje o empresário Jorge Roberto de Oliveira Rodrigues, de 40 anos, que confessou ter aplicado a chamada “vacina do sapo” no comerciante Ademir Tavares, de 52 anos, no sábado. Tavares foi submetido à aplicação da substância, retirada pelos índios amazonenses da pele de um anfíbio, e morreu em seguida, na casa do empresário, onde estavam mais quatro pessoas.

Entre os amigos de Rodrigues, estava o filho do comerciante, Luiz Augusto Tavares, de 25 anos, que também recebeu a “vacina”, passou mal e está com inflamação no braço. “Ele contou que passou muito mal e que tinha ido à casa do empresário porque seu pai, Ademir, insistiu muito”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Vicente Lagiotto.

Ainda segundo Lagiotto, Ademir Tavares demorou muito para voltar do banheiro, o que chamou a atenção dos presentes. “Quando foram até o banheiro, encontraram-no caído, de olhos abertos e sem respirar. Foi socorrido, mas, segundo os médicos, já chegou morto ao hospital”, completou o delegado responsável pelas investigações. Os outros que estavam na residência não receberam a administração da “imunização”, que ocorre no braço ou nas pernas. “O empresário contou que ele mesmo usou por várias vezes nos últimos oito meses e que nunca teve reação nenhuma. Informou que mandou buscar no Acre a substância e que não cobrava nada dos amigos.”

Segundo Lagiotto, Rodrigues, que “receitou” o suposto remédio, tinha consciência do que fazia. “Ele disse que sabia que a substância era forte e, por isso, a diluía em água.” Rodrigues responderá por exercício ilegal da medicina e homicídio doloso. “Houve dolo porque ele sabia dos riscos. Vai responder em liberdade porque não oferece risco e apresentou-se, voluntariamente.”

Apesar de conhecida como “vacina do sapo”, a substância é retirada da pele da rã kambô (Phillomedusa bicolor) pelos índios da Amazônia. Sem comprovação científica de que é um produto seguro, o uso não tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem a publicidade proibida desde 2004.

“Retirada da barriga da rã Phyllomedusa bicolor, a substância é usada pelos índios para acabar com a má sorte na caça e na pesca. Não existem pesquisas que assegurem o uso da ‘vacina do sapo’ kambô para as indicações feitas no site; portanto, o paciente que consome o produto está sujeito a sérios e desconhecidos agravos à saúde”, diz a portaria da Anvisa, publicada em 30 de abril de 2004. A substancia provoca, segundo apuração da policia, aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Hoje, a policia recolheu todo material encontrado na casa do empresário.

Está no Yahoo Notícias. Em outra nota, o Delegado explica que o kambô é uma espéice de Daime. Mas heim!? Alguém aí tem o e-mail do Delegado? Com todo respeito, confundir sapo com cipó! Acho que seria uma boa idéia convidar o Sr. Lagioto para o II Congresso Internacional da Hoasca. Uma palestra que pode eliminar dúvidas deste e de outros tipos acontecerá no segundo dia:

Ayauasca – do sagrado ao mundano
Jair Araújo Fagundes
Juiz Federal no Estado do Acre e membro do Centro Rainha da Floresta – Casa de Juramidan

Para aqueles que não podem ir até o congresso ou desejarem preparar-se, uma prévia do pensamento do Dr. Jair Araújo Fagundes está no Página 20.

Mas a confusão é permitida e compreensível, considerando que ambos, Hoasca e kambô são muitas vezes usados pelos mesmos adeptos. Fernando Dini Neto, líder da Céu Sagrado, por exemplo, faz aplicações da vacina, as chamadas sessões de aplicação da vacina.