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Teoria de Gaia: Ciência da Terra Viva

Abril 27, 2008 Carlos Maciel 3 comentários

A Hipótese de Gaia, também denominada como Teoria de Gaia, é uma tese que sustenta ser o planeta Terra um ser vivo. A hipótese foi apresentada em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock, afirmando que a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio-ambiente. Para chegar a essas conclusões, o cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. O nome Gaia é uma homenagem à deusa grega Gaia, da Terra. Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas.

Relação do ser humano com o planeta

As relações do planeta às ações humanas podem ser entendidas como uma resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente. A emissão de gás carbônico, de clorofluorcarbonetos (CFCs), de desmatamentos dos biomas importantes como a floresta amazônica, a concentração de renda, o consumismo e a má distribuição de terra podem causar sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano. Por conta disso, há aumento do efeito-estufa, a intensificação de fenômenos climáticos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, a chuva ácida, a miséria e a exclusão humana.

Apesar das dificuldades de definição do que é a vida no mundo científico, essa teoria é uma nova forma de se entender o meio ambiente, pois se sabe que o ser humano faz parte do todo e que o planeta é um ser que se auto-regula. A Terra é uma interação entre o vivo e o não-vivo. Precisamos perceber que fazemos parte de um organismo vivo que se auto-regula e interage com os outros seres. A analogia da Sequóia esclarece muito: é uma espécie de árvores que chega até 115 metros de altura, e é composta por 97% de material não-vivo. Comparando-a com o planeta Terra, pode-se perceber que o planeta é composto por uma grande quantidade de material não-vivo e possui uma fina camada de vida (seres vivos). O grande corpo do planeta tem a capacidade de auto-regulação, fruto da inteiração dos seres vivos e não-vivos.

Hipótese

Os organismos individuais não somente se adaptam ao ambiente fisico, mas, através da sua ação conjunta nos ecossistemas, também adaptam o ambiente geoquímico segundo as suas necessidades biológicas. Desta forma,as comunidades de organismos e seus ambientes de entrada e saída desenvolve-se em conjunto, como os ecossistemas. A química da atmosfera e o ambiente físico da terra são completamente diferentes das condições reinantes em qualquer outro planeta do sistema solar, fato este que levou a hipótese Gaia(sustenta os organismos, principalmente, os microorganismos, evoluíram com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida as condições da terra-Lovelock 1979).

A permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.

Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture, e mais tarde se estendeu para significar permanent culture. A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.

A União do Vegetal, promovendo o II Congresso Internacional da Hoasca, expõe como trabalha estas questões no dia 11, domingo. Com o nome de UDV NATUREZA, as palestras sob o tema Zelo com o Mariri e a Chacrona esclarecem como a sociedade está tratando as questões ambientais:

  • Jardins florestais nas áreas de plantio, por Mauricio Rigon Hoffman,
  • Conservação de matrizes e sementes de mariri e chacrona (Banco de Germoplasma), por Henrique Cattânio,
  • Vivências no plantio de mariri e chacrona (Experiência na floresta de São João do Baliza), por Moacir Biondo,

e sob o tema: Preservação e melhoria da paisagem e meio ambiente:

  • Ações ambientalistas na UDV, por Flávio Gordon – Presidente da Associação Novo Encanto,
  • Educação ambiental: experiências da Novo Encanto, por Iara Reinki e
  • Projetos regionais da Novo Encanto, por Sara Abes<

Confira as informações detalhadas no site do II Congresso Internacional da Hoasca.

II Congresso Internacional da Hoasca

Abril 22, 2008 Carlos Maciel 1 comentário

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Deu na Folha de São Paulo, teclado por Mônica Bergamo:

VEGETAL

Religião nascida na Amazônia brasileira, a União do Vegetal (UDV) promove em maio, em Brasília, o II Congresso Internacional da Hoasca, chá utilizado como sacramento no ritual. Participantes da Espanha e dos EUA, onde a UDV já conta com unidades estabelecidas, vão debater com os brasileiros as últimas pesquisas feitas sobre o uso ritualístico do vegetal.

A UDV está abrindo as portas para mostrar quem é e a que veio. Além das pesquisas, Raimundo Monteiro de Souza, o atual Mestre Geral Representante da UDV diz que ” O congresso trará uma dimensão maior do que é a União do Vegetal. Não se resume tão somente a comungar um chá como sacramento, mas também aclarar a consciência dos seres humanos no sentido de desenvolver suas virtudes morais, intelectuais e espirituais”.

A agenda para o encontro é a seguinte:

ABERTURA

9 de maio, sexta-feira

a partir das 18h

Abertura oficial

José Roberto Campos de Souza – Presidente do Congresso

A UDV – Conquistas e desafios

James Allen S. Paranayba – Presidente do Centro

A UDV e a realidade contemporânea

Raimundo Monteiro de Souza – MGR do Centro

Apresentação institucional da UDV

Cristina da Luz – jornalista

Agenda cultural

Música e exposições

Homenagens

(ao Mestre Gabriel, mestres antigos e às mulheres na UDV). A cerimônia solene pede traje passeio completo.

UDV CIÊNCIA

10 de maio, sábado

a partir das 8h

Tema: Pesquisas: passado, presente e futuro

Presença de Florêncio Siqueira de Carvalho

Comissão Científica da UDV

Luiz Fernando Milanez

Temas ainda inexplorados por pesquisadores na UDV

Lúcia Regina Brocanelo Gentil

Pesquisa com os adolescentes da UDV

Dartiu Xavier da Silveira, M.D., Ph.D.; Luisa K. Alonso, Ph.D.; Otávio Castelo Campos Pereira

Mesa Redonda

Participantes: Charles Grob, M.D.; Jace Callaway, Dennis Mckeena (por vídeo conferência) e Florêncio Siqueira de Carvalho. Mediador: Glacus de Souza Brito e Ilka Boin.

Agenda cultural

Música e exposições

As palestras em inglês terão tradução simultânea para o português.

UDV SOCIEDADE

10 de maio, sábado – a partir das 14h

Tema: UDV nos EUA e Espanha Atuação legal
Presença de José Luiz de Oliveira

O caso legal da UDV nos EUA

Jeffrey Bronfman e Dr. John Boyd

O processo de reconhecimento legal na Espanha

José Vicente Marin Prades

Tema: Ações institucionais da UDV

Presença de Raimundo Monteiro de Souza

Atuação da UDV junto ao Confen

Luis Felipe Belmonte dos Santos

Atuação da UDV junto ao Conad

Marisa Mendes Machado

Congressos anteriores e estruturação da UDV na sociedade

Edison Saraiva Neves

Ações da UDV no GMT/Conad

Ruy Fabiano

Tema: UDV e instituições hoasqueiras históricas

Presença de Raimundo Carneiro Braga

Ayauasca – do sagrado ao mundano

Jair Facundes - Juiz Federal no Estado do Acre e membro do Centro Rainha da Floresta – Casa de Juramidan

Audiovisual especial para o Congresso

Mestre Pequenina e Peregrina

Mesa Redonda

UDV e instituições hoasqueiras históricas

Participantes: Antônio Alves, representante do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal (Alto Santo); representante (nome ainda não informado) do Centro Espírita e Culto de Oração “Casa de Jesus – Fonte de Luz” (Barquinha); Edson Lodi e Raimundo Carneiro Braga (UDV). Mediadora: Ana Maria Cardoso.

Agenda cultural

intercalada à programação de conteúdo.

UDV NATUREZA

11 de maio, domingo

a partir das 8h

Tema: Zelo com o mariri e a chacrona

Presença de Francisco Herculano

Apresentação

Paulo Afonso Amato Condé

Audiovisual

O plantio na origem da UDV

Florêncio Siqueira de Carvalho

Dados do Censo de Plantio da UDV e cultivo e manejo do mariri e da chacrona

Maria Alice Correa

Mapeamento de áreas cultivadas e captação de água para cultivo

Mário Tedeschi

Jardins florestais nas áreas de plantio

Mauricio Rigon Hoffman

Controle fitossanitário de mariri e chacrona

Milton M. Villas Boas Júnior

Conservação de matrizes e sementes de mariri e chacrona (Banco de Germoplasma)

Henrique Cattânio

Vivências no plantio de mariri e chacrona (Experiência na floresta de São João do Baliza)

Moacir Biondo

Tema: Preservação e melhoria da paisagem e meio ambiente

Ações ambientalistas na UDV

Flávio Gordon – Presidente da Associação Novo Encanto

Educação ambiental: experiências da Novo Encanto

Iara Reinki

Projetos regionais da Novo Encanto

Sara Abes

Agenda cultural intercalada à programação de conteúdo

AGENDA CULTURAL

Música

Xangai – Música popular brasileira; Paulo Matricó – Música popular brasileira; Mambembrincantes – Performance e música regional; Juraildes da Cruz – Música regional. Coral da Amizade (Acre) – Hino nacional e o hino à bandeira da UDV; Daniel, Ariel e Clarissa (Belém do Pará) – Peças de música clássica brasileira; Marianne Lima (Belém do Pará) – MPB, com composições que tratam da água e da natureza. Acompanhada músicos da UDV ao piano, violão, percussão, viola caipira, cello e violino.

Exposições

Quadros: Alexandre Segrégio (São Paulo), Beth Lins (Acre), Heloísa Biral e Paulo Mendes (Bahia), Jair Gabriel (Rondônia), Jeanne Rosner e Judy Hass (Estados Unidos), Nelci Leão (Amazonas) e Ricardo de Deus (Distrito Federal). Esculturas: Wagner Pedro (São Paulo). Mostra fotográfica: Augusto Pessoa (Ceará), Beth Lins (Acre), Carmem Tucker (Estados Unidos), Isaac Amorim, Luiz Trazzi e Yuugi Makiuchi (Distrito Federal), Sérgio Polignano (São Paulo) e Sandra Arruda (Minas Gerais). DVDs culturais: Mater Dolorosa (Roberto Evangelista), Água Vive (fotografia poética de Isaac Amorim e Marisa Machado), Paulo Matricó, Grupo Chasky, Cássio Arantes, David Castro e Carlos Maltz. Audiovisuais do Festival da Água no 3º Milênio, Seringal Novo Encanto e outros dos departamentos Médico, de Plantio e de Beneficência da UDV.

A inscrição é online, no sitewww.congressoudv.com

O site da UDV