BBCBrasil.com
Bruno Garcez
Enviado especial da BBC Brasil a Porto Príncipe, Haiti
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à capital haitiana, Porto Príncipe, nesta quarta-feira, onde irá se encontar com o presidente do país, René Preval, e com membros do governo interino do Haiti.
Durante sua visita, Lula deverá reforçar o papel dos militares brasileiros que comandam as forças de paz da ONU (Minustah, na sigla em francês) e defender a ampliação do número de soldados do Brasil na nação caribenha.
Na terça-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu o aumento do número de tropas brasileiras em mais cem soldados, todos eles pertencentes ao Batalhão de Engenharia, que atuariam em obras de infra-estrutura.
O projeto de ampliação do número de soldados está atualmente parado na Câmara dos Deputados. Jobim defendeu a aprovação o quanto antes, argumentando que, assim que a Câmara aprovar o envio de militares, ”em 30 dias eles poderão se deslocar, estarão prontos, estarão preparados”.
”Basta andar pelas ruas para saber que isso (a presença dos engenheiros militares) é preciso”, afirmou o ministro.
Durante sua estadia no país, o presidente irá visitar a sede do Batalhão Brasileiro da Minustah e as instalações da Companhia de Engenheiros do Exército, que vem realizando obras de reconstrução na nação caribenha.
Segunda visita
Lula deve desembarcar em Porto Príncipe pela manhã e pouco depois seguirá para o Palácio Nacional, onde irá se encontrar com o presidente René Preval.
O presidente deverá participar de um almoço com o líder haitiano e assinar acordos de projetos de cooperação no setor agrícola e no combate à violência contra a mulher.
De acordo com um relatório divulgado pela Anistia Internacional nesta quarta-feira, a violência contra as mulheres e a falta de acesso à Justiça no Haiti são motivo de ”grande preocupação” para a entidade.
A ONG afirmou ainda que denúncias de agressões sexuais registraram um aumento em relação aos anos anteriores e que as mais sujeitas à violência sexual no país são as jovens, com mais da metade dos incidentes atingindo menores de 17 anos.
Na terça-feira, a ONG britânica Save The Children acusou as forças de paz presentes no Haiti de praticarem abusos sexuais contra menores.
O comandante das forças de paz da ONU no país, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, pediu que a entidade forneça casos concretos de abusos cometidos por militares, para que possam ser abertos inquéritos sobre as supostas denúncias.
————————-
O general Carlos Alberto só está cumprindo o papel dele: defender as forças armadas. Este é exatamente o problema, “só” está cumprindo o papel. Em vez disso, deveria logo iniciar um trabalho de investigação para encontrar logo os malvados benfeitores. Isto sim seria um trabalho exemplar, para colocar mais confiança da população e do mundo na atuação militar, em especial a brasileira.
Por outro lado, não devemos esperar tanto, afinal, é só um general.

Meu noivo esta nessa missão no haite ele faz parte do 9º contigente, gostaria de saber das condições dos alojamentos na base brasileira, ja que o presidente quer tanto se mostrar solidário.
Olá Elis,
Não se esqueça que o presidenté é um político, e assim sendo, ser solidário tem outro significado. Neste caso, solidariedade é para com outros políticos e não para com a população.
Vou fazer umas pesquisas e se descobrir algo, te aviso.
Segura as pontas!
Olá Elisângela,
Encontrei algumas informações que acredito atendem suas expectativas. Dê uma olhada em :
http://www.alide.com.br/Artigo/logisticahaiti/logisticahaiti.htm
No parágrafo Os brasileiros em Port-au-Prince, tem imagens e um texto a respeito de como vivem os brasileiros no Haiti.
Mais detalhes em:
http://www.defesanet.com.br/missao/haiti_07_6.htm